Décimo Mandamento

DÉCIMO MANDAMENTO: “Não cobiçarás coisa alguma que pertença a teu próximo”. (Ex 20,17; Dt.5,21; Mt 6,21).

Não cobiçar as coisas alheias”.

7º mandamento nos proíbe atos externos contra os bens do próximo.

10º mandamento nos proíbe atos internos, ou seja, “o desejo de tirar do próximo os seus bens ou de os adquirir por meios injustos” (CEC 2534-38).

O coração do homem deve estar livre de toda espécie de vínculos, pois só assim será capaz de amar a Deus com a plenitude que Ele nos pede (Dt 6,4-9).

Virtude da pobreza:

  • não queremos ter nada porque queremos ter tudo; queremos Deus e dele somos totalmente dependentes (carentes de seus dons) – CEC 2541-47.
  • Os bens materiais são bons em si mesmos mas sua razão de ser consiste em serem meios para obtermos o fim sobrenatural.  Não são fins em si mesmos !! (Tg.5,3; 2,1-5; Lc.12,15.21; Mt.5,3; Rm.13,9).
  • Este mandamento é vivenciado através da virtude da liberalidade = virtude que regula o amor pelas coisas materiais e nos dispõe a utilizá-las segundo a vontade de Deus.

Pecados opostos:                  

  • a avareza – desejo desordenado pelos bens materiais; um dos pecados capitais, visto ser fonte de muitos outros (1Tm.6,10; CEC 2539).
    • Moralidade: pode ser considerado pecado grave quando o amor pelas coisas materiais supera ou subordina o amor a Deus.  Quando, ao contrário, este afeto desordenado não chega a comprometer a caridade (verdadeiro amor a Deus e ao próximo), será considerado venial.
  • a prodigalidade – vício que leva ao abuso no modo de dispor do dinheiro, gastando-o inconsiderada e desmedidamente.
    • Não se trata do uso reto e generoso, próprio dos atos de liberalidade, mas do uso indevido do dinheiro por força dos seus apetites, da sua comodidade, da sua paixão pelo luxo ou da sua presunção.  Neste caso poderá ser incluído o consumismo tão freqüente nos dias atuais.
    • A prodigalidade priva das vantagens que os bens terrenos deveriam proporcionar tanto ao próprio (com eles poderia adquirir méritos diante de Deus) como a sociedade.
    • A moralidade poderá ser particularmente grave tendo-se em conta a quantia gasta ou as necessidades prementes do próximo.

Referências Bibliográficas. 

  • AQUINO, F.  A Moral Católica e os Dez Mandamentos. Cléofas, São Paulo, 2005.
  • BETTENCOURT, E.T.  Curso de Teologia Moral.  Escola “Mater Ecclesiae”.
  • Catecismo da Igreja Católica.  9ª edição. Ed. Vozes, Rio de Janeiro, 1997. nº 2052- 2557. 

Texto elaborado por Luiz Maurício Osório