A pesca milagrosa

Jo 21,1-14: Sexta-feira na Oitava da Páscoa.

No Evangelho de hoje vemos os discípulos “junto ao mar de Tiberíades”, na Galiléia, cumprindo o mandato de Jesus ressuscitado (cf. Mt 28,7); estão juntos porque os laços de fraternidade que os unem são muito fortes; Pedro toma a iniciativa manifestando de alguma maneira a sua autoridade.

Ao ler este episódio nos vem a memória a primeira pesca milagrosa (cf. Lc 5,1-11), onde o Senhor promete a Pedro fazê-lo pescador de homens; aqui irá confirmá-lo na sua missão de Cabeça visível da Igreja.

Jesus ressuscitado vai em busca dos discípulos para animá-los na missão. Jesus passa pelos discípulos e estes não o reconhecem, da mesma forma, quantas vezes Jesus passa pela nossa vida e não o reconhecemos, não o acolhemos.

Neste encontro, o primeiro a reconhecer Jesus foi João, que diz: é o Senhor! Significa o amor. O amor vê. O amor é o primeiro a captar aquela delicadeza.

Já Simão Pedro, mal ouviu dizer que era o Senhor, cingiu a túnica e lançou-se ao mar. Pedro é a fé. Com o amor de João e a fé de Pedro, até aonde podemos chegar?

Pela terceira vez Jesus ressuscitado aparece aos discípulos, e mostra a mesma delicadeza que tinha tido em sua vida pública. Usa os meios materiais (brasas, peixe etc…), para realçar a realidade de sua presença. Há muito amor neste encontro, muita troca nesta convivência. Não deve ser assim nossos encontros em comunidade?