ASCENSÃO DO SENHOR

A última contemplação dos mistérios de Cristo, nos Exercícios, é a da Ascensão. Inácio escolheu o texto de Lucas, autor dos Atos dos Apóstolos, que situa a Ascensão em Jerusalém, de acordo com o seu plano de apresentar a vida de Jesus como uma subida para Jerusalém e os Atos como a salvação descendo de Jerusalém, até os confins da terra. Movimento de subida e descida.

Santo Inácio conta, na sua autobiografia, um fato anedótico da sua estadia em Jerusalém… O guia mostrou aos peregrinos o lugar onde, segundo a tradição, estavam gravadas as pegadas de Jesus ao subir para os céus, na Ascensão. Inácio voltou outra vez, para verificar como eram aquelas pegadas e que direção marcavam, quando Jesus subiu aos céus. Este fato mostra a ingenuidade e a importância que tinha para santo Inácio ver a direção para quem sabe, segui-lo mais fielmente.

Os três evangelhos sinóticos situam a Ascensão na Galileia. Lá voltaram os discípulos, com olhos novos, conhecendo quem era realmente o seu Mestre. Assim eles puderam fazer uma releitura de toda a vida de Jesus à luz da ressurreição.

Leitura: Mt 28, 16-20; At 1,1-12

  • Os onze discípulos voltaram à Galileia, à montanha que Jesus lhe tinha indicado. Conhecemos o significado que para Mateus tem a montanha. Basta lembrar o Sermão da montanha, o monte da transfiguração e o monte Calvário.
  • Quando o viram, prostraram-se, mas alguns tiveram dúvidas. Adoram o Senhor que continua sendo seu amigo. E chega a hora da despedia e da missão: Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações… Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos.

E agora? É a nossa hora, a hora da Igreja missionária. Hora de sair, de se aproximar mais do Senhor para acercar-se mais das pessoas e ajudá-las. Ele é o Senhor da vida!

Homens da Galileia, por que ficais aqui, parados, olhando para o céu? Esse Jesus virá assim, do mesmo modo como o vistes partir para o céu (At 1,11).

Fonte: Centro de Espiritualidade Inaciana – ITAICI, Vila Kostka