CONTEMPLAÇÃO DA VIDA OCULTA DE JESUS

São muitas as teorias acerca da vida oculta de Jesus (entre os doze e os trinta anos) e o início de sua vida pública. A Bíblia não nos diz quase nada desse período, daí as especulações.

De Nazaré pode sair algo de bom? (Jo 1,46). Como um profeta, um sábio, um iluminado pode sair de um lugarejo?… As perguntas dos que não acreditam são infindas. Quem acredita, pelo contrário, percebe admirado o estilo de Deus: Ele nos salva na simplicidade do ser e do viver. Jesus iluminou a vida de milhões de pessoas com seu trabalho diário e vida escondida. A vida cotidiana é fonte de grande santificação, para a maioria das pessoas. Nazaré nos ensina que a vida familiar e o trabalho humano são redentores.

O método de oração é a contemplação. Na contemplação se ““, se “escuta”, se “toca” e se “saboreia” a densidade do mistério contemplado: Jesus Cristo.

Esta contemplação tem três preâmbulos: 1º Recordar a história (o episódio da vida de Jesus); 2º Composição de lugar (situar-se imaginativamente, estar presente na cena evangélica); 3º Objetivo do exercício: Pedir o que quero. Aqui será pedir conhecimento interno do Senhor que, por mim, se fez homem, para que mais o ame e o siga.

  1. Na presença de Deus. Respire tranquila e profundamente, pensando que vai se encontrar com o Senhor. Faça devagar o sinal da santa Cruz, marcando assim o seu corpo.
  2. Oração preparatória. Que todas as minhas intenções (pensamentos), ações e operações (sentimentos) sejam puramente ordenadas e colocadas a serviço do Senhor.
  3. Peça a graça: Conhecimento interno do Senhor para mais amá-lo e segui-lo…
  4. Leia com fé Lucas 2, 41-50 e contemple a cena para tirar algum proveito espiritual:
    • Não sabeis que devo me ocupar das coisas que são do meu Pai? Deus é prioridade para Jesus…
    • Era obediente a seus pais. Crescia em sabedoria, em idade e graça… Eis um bom programa de vida para todos nós.
    • Parece que exercia a arte de carpinteiro… Estava a serviço dos outros, ajudando-os nas suas necessidades.
  5. Finalize com um colóquio, conforme sentir e anote como se sentiu neste exercício (Consolado? Desolado?…); versículo ou palavras que mais lhe tocaram; apelos sentidos; dificuldades ou resistências encontradas.
Fonte: Centro de Espiritualidade Inaciana – ITAICI, Vila Kostka