PAIXÃO E MORTE DE JESUS… (Mt 26,57-27,66)

Continuamos com a contemplação da paixão de Jesus. Leia o relato em primeira pessoa e vá parando onde se sentir tocado interiormente. Acompanhe Jesus “vendo”, “escutando” e observando as pessoas… Blasfemou!… Não conheço esse homem!… Tu és o rei dos judeus?… Seja crucificado!… Simão de Cirene carrega a cruz de Jesus… Desça agora da cruz, e acreditaremos nele!… Confiou em Deus; que o livre agora, se é que o ama!… Quantas palavras “mal-ditas”!…

A Via-sacra se dirige ao Calvário. A criação e a humanidade inteira estão lá presentes.  Os rostos da Paixão se misturam com tantos rostos de hoje! O Onipotente amarrado, torturado e condenado entre criminosos… Jesus sempre está acompanhado, mesmo na hora da sua morte: dois facínoras!

E as palavras “bem-ditas” de Jesus ecoam: Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei… Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos… Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando… (Jo 15,13). Admire o amor em excesso!

Junto à Cruz estavam de pé, sua mãe, outras mulheres amigas e João. Escute com eles as últimas palavras de Jesus:

  • Meu Deus, por que me abandonastes… (Mt 27,46)
  • Mãe, eis o teu filho… (Jo 19,26-27)
  • Tenho sede… (Jo 19,28)
  • Pai querido perdoa-lhes… (Lc 23,34)
  • Hoje estarás comigo no paraíso… (Lc 23,43)
  • Tudo está realizado… (Jo 19,30)
  • Pai querido, em tuas mãos entrego o meu espírito… (Lc 23,46)

E seu corpo de Jesus foi colocado num sepulcro novo, de José de Arimatéia, escavado na rocha. Após o sepultamento, acompanhe Maria e os discípulos até a casa, onde estão hospedados. Sinta o ambiente pesado, e a chegada do Sábado santo. Peça a Maria que lhe fale da vida de Jesus, ela que o conheceu como ninguém. O nosso mundo parece, às vezes, um grande sábado santo, o do silêncio estremecido e da morte de Deus. Noites tenebrosas. Desertos infindos. Desolações intermináveis…

Que Nossa Senhora, mesmo nos momentos difíceis da vida, o ajude a discernir os sinais de esperança e ressurreição que nunca faltam.

Finalize a contemplação com um colóquio de agradecimento.

Por último, faça a revisão da oração e anote as moções que mais o marcaram.

Fonte: Centro de Espiritualidade Inaciana – ITAICI, Vila Kostka