Maria, na Sagrada Escritura (1)

As pessoas têm muita curiosidade a respeito de Maria

Onde nasceu? Como se chamavam seus pais? Teve ela irmãos? Como era seu dia-a-dia? O que fazia antes de conhecer José e se tornar a Mãe de Jesus? E, após a morte de Jesus, como foi sua vida? Como foi o final de sua vida?

Sabemos que a Bíblia não fornece respostas a estes questionamentos.

Nos primeiros séculos, alguns movimentos cristãos tentaram responder a estas questões: – Mas, afirmaram coisas duvidosas, sem fundamento histórico.

Vejamos o que diz o apócrifo Evangelho da infância de Maria:

  • Era uma criança extraordinária;
  • Se destacava na família;
  • Aos oito foi levada ao templo, onde era alimentada por um anjo;
  • José era um viúvo, foi escolhido para tomar conta menina Maria, e assim ela sai do templo, aos 13 anos com José.

Já o apócrifo Evangelho do pseudo-Mateus, diz que Jesus tinha tanto poder, que ao fazer milagres, deixava espantada as outras crianças.

Esses escritos são chamados: apócrifos ou pseudoepígrafos:

  • São rejeitados pela Igreja;
  • Não articulam de maneira equilibrada a humanidade e a divindade de Jesus;
  • Mas, um grupo de biblistas e teólogos, tem procurado resgatar o valor destes Evangelhos apócrifos, pois, na pluralidade, expressam a experiencia de fé das comunidades primitivas.

Mas, quando abrimos nossa Bíblia e ao lermos os Evangelhos, vemos que estes falam o suficiente sobre Maria e revelam a chave para entender e acolher o segredo de sua pessoa.

Fonte: Murad, Afonso. Maria toda de Deus e tão humana, compêndio de Mariologia. Ed. Paulinas – São Paulo/SP e Santuário – Aparecida/SP, 2015.