Laudato Si’ – 5 anos (parte 1)

Pastorais Sociais-CNBB / Verbo Filmes / apoio: REPAM

PRIMEIRO CAPÍTULO:

O QUE ESTÁ A ACONTECER À NOSSA CASA

Aceleração das mudanças na humanidade e no planeta junta-se, hoje, à intensificação dos ritmos de vida e trabalho, que alguns designam “rapidación”, ou seja, a velocidade que impõem as ações humanas contrasta com a lentidão natural da evolução biológica. E, os objetivos desta mudança não estão necessariamente orientados para o bem comum (LS,18).

Poluição e mudanças climáticas

Problema global com graves implicações ambientais, sociais, econômicas e políticas. Um dos principais desafios da humanidade (LS,25). Sabemos que o clima é um bem comum, um bem de todos para todos (LS,23). Desta forma, aqueles que detém mais recursos e poder econômico/político, mascaram os problemas, ocultam seus sintomas (LS,26). Porém, a falta de reações diante destes dramas de nossos irmãos e irmãs, é um sinal da perda do sentido de responsabilidade pelos nossos semelhantes, sobre o qual se funda toda a sociedade civil (LS,25).

Questão da água

O acesso à água potável e segura, é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos (LS,30). Privar os pobres do acesso à água significa: – negar-lhes o direito à vida radicado na sua dignidade inalienável (LS,30).

Preservação da biodiversidade

Anualmente, desaparecem milhares de espécies vegetais e animais que já não poderemos conhecer mais, que os nossos filhos não poderão ver, perdidas para sempre (LS,33). Mas, louváveis, admiráveis, são os esforços de cientistas e técnicos que procuram dar solução aos problemas criados pelo ser humano (LS,34). Por outro lado, quando a intervenção humana, se coloca a serviço das finanças e do consumismo, faz com que esta terra, onde vivemos, se torne menos rica e bela, mais limitada e cinzenta (LS,34).

Dívida ecológica

Se pensarmos numa ética de relações internacionais, a Encíclica indica que existe “verdadeira dívida ecológica” (LS,51), sobretudo do Norte em relação ao Sul do mundo. Diante das mudanças climáticas, há “responsabilidades diversificadas”, e a dos países desenvolvidos são maiores (LS,52).

O Papa está preocupado e profundamente impressionado:

  • Falta uma cultura adequada para enfrentar a crise (LS,53);
  • Com a urgência de se criar um sistema normativo com limites invioláveis e proteção de ecossistema (LS,53).
  • Com a “fraqueza das reações” diante do drama de tantas populações. Embora existam exemplos positivos (LS,58);
  • Pois há um “Certo torpor e alegre irresponsabilidade com uma ecologia superficial” (LS,59);
  • Há um comportamento evasivo, onde mantemos: estilos de vida de produção e consumo (LS, 59);