Laudato Si’ – (5 anos) (parte 2)

Pastorais Sociais CNBB / Verbo Filmes / apoio: REPAM

SEGUNDO CAPÍTULO:

O EVANGELHO DA CRIAÇÃO

Para um enfrentamento das problemáticas citadas no capítulo anterior, o Papa nos propõe a releitura de textos bíblicos, que a partir da tradição judaico-cristã, traz tremenda responsabilidade do ser humano com a criação (LS,90). Mostrando, que o meio ambiente é um bem coletivo, patrimônio de toda a humanidade e responsabilidade de todos (LS, 95).

Na Bíblia: O Deus que liberta e salva é o mesmo que criou o universo… N’Ele se conjugam carinho e força (LS,73). A narração bíblica da criação é central para a reflexão da relação entre o ser humano e outras criaturas. Mas, lamentavelmente, o pecado rompe o equilíbrio de toda a criação, afetando a existência humana, que se baseia em três relações fundamentais intimamente ligadas: Deus; próximo; terra. Que se romperam exteriormente e dentro de nós, sua ruptura se dá através do pecado (LS, 66).

Nós cristãos, às vezes interpretamos de forma incorreta as Escrituras… Devemos rejeitar: o fato de sermos criados à imagem de Deus e do mandato de dominar a terra, seja um domínio sobre as outras criaturas (LS,67). Vale cultivar/guardar o jardim do mundo Gn 2,15. (LS,67).

O fim último das restantes criaturas não somos nós. Mas todas avançam, juntamente conosco e através de nós, para a meta comum, que é Deus (LS,83). Que o ser humano não seja dono do universo. Não significa igualar todos os seres vivos e tirar do ser humano aquele seu valor peculiar que o caracteriza (LS,90). Também não se quer uma divinização da terra, que nos privaria da nossa vocação de colaborar com ela e proteger a sua fragilidade (LS,90)

Nesta perspectiva: todo o encarniçamento contra qualquer criatura é contrário a dignidade humana (LS,92), como também não pode ser autêntico um sentimento de união íntima com os outros seres da natureza, se ao mesmo tempo não houver no coração: ternura, compaixão e preocupação pelos seres humanos (LS,91)

Há necessidade de uma comunhão universal, pois, criados pelo mesmo Pai, estamos unidos por laços invisíveis e formamos uma espécie de família universal… Que nos impele a um respeito sagrado, amoroso e humilde (LS, 89)

O coração da revelação cristã conclui o capítulo, apontando para o Jesus terreno, com a sua relação tão concreta e amorosa com o mundo. Ressuscitado e glorioso, está presente em toda a criação com o seu domínio universal (LS,100).