Laudato Si’ – (5 anos) (parte 6)

Pastorais Sociais CNBB / Verbo Filmes / apoio: REPAM

SEXTO CAPÍTULO:

EDUCAÇÃO E ESPIRITUALIDADE ECOLÓGICAS

Neste capítulo, se vai ao cerne da conversão ecológica à qual a Encíclica convida a se aprofundar nas raízes da crise cultural que agem em profundidade. Não é fácil reformular hábitos e comportamentos. A educação e formação continuam sendo desafios centrais, pois, toda mudança tem necessidade de motivações e dum caminho educativo (LS,15).

Há que se envolver todos os ambientes educacionais: Escola, família, meios de comunicação, catequese (LS,213). E deve-se apostar em uma mudança do estilo de vida (LS,203-208). O que assim também, abre à possibilidade de exercer uma pressão salutar sobre quantos detêm o poder político, econômico e social (LS,206)

Já quando as escolhas dos consumidores conseguem a mudança do comportamento das empresas, forçando-as a reconsiderar o impacto ambiental e os modelos de produção, tudo muda (LS,206)

Não devemos subestimar a importância da educação ambiental, onde devemos ser capazes de incutir gestos e hábitos cotidianos:

  • redução consumo de água;
  • diferenciação do lixo;
  • apagar luzes desnecessárias. (LS,211).

Ecologia integral é feita de simples gestos quotidianos. Desta forma, quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo (LS,230). Também, tudo se torna mais fácil, a partir de um olhar contemplativo, que vem da fé, onde o crente contempla o mundo, não como alguém que está fora dele, mas dentro, onde reconhece os laços com que o Pai nos uniu a todos os seres. Além disso a conversão ecológica, faz crescer as capacidades que Deus dá a cada crente, que o leva a desenvolver a sua criatividade e entusiasmo (LS,220).

Retornamos a linha proposta pela Evangelii Gaudium:

  • A sobriedade, vivida livre e conscientemente, é libertadora (LS,223);
  • A felicidade exige saber limitar algumas necessidades que nos entorpecem, permanecendo assim disponíveis para as muitas possibilidades que a vida oferece (LS,223);
  • Assim, torna-se possível voltar a sentir que precisamos uns dos outros, que temos uma responsabilidade para com os outros e o mundo. Vale a pena ser bons e honestos (LS,229).

Os santos acompanham este caminho: S. Francisco de Assis é o grande exemplo do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria (LS,10). Modelo de como são inseparáveis:

  • preocupação pela natureza;
  • justiça com os pobres;
  • empenhamento da sociedade;
  • paz interior (LS,10)

A encíclica recorda também outros Santos:

  • São Bento;
  • Santa Teresa de Lisieux;
  • Beato Charles de Foucauld

Após a Laudato Si, o exame de consciência, deve ser feito, como instrumento que a Igreja sempre recomendou para orientar a própria vida à luz da relação com o Senhor. Deverá incluir uma nova dimensão considerando não apenas como se vive a comunhão com Deus, com os outros, consigo mesmo, Mas também com todas as criaturas e natureza.

Laudato Si’!