Acolher Maria (Jo 19,25-27)

Uma pequena Introdução

O Concílio Vaticano II (1962-1965) fez uma escolha ‘bíblica’ tratando a questão de Maria não em um documento à parte, mas dentro do documento sobre a Igreja (Lumen Gentium). Isto levou-nos a duas obrigações: “não se pode falar da Igreja sem falar de Maria e não se pode falar de Maria sem falar da Igreja”. Somos todos comunidade e herança de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Resumindo: a Mãe de Jesus é um elemento essencial para a Igreja.

São Paulo VI, em 1970, deu-nos este testemunho, que ainda hoje serve de base para nossa vida do cristão, disse: “Se queremos ser cristãos, temos de ser marianos, isto é, devemos reconhecer a relação essencial, vital, providencial que une Nossa Senhora a Jesus e que nos abre o caminho para O conhecer”.

Portanto a Igreja Católica Romana é convicta de que Maria de Nazaré, a Santa Mãe do Senhor não é o centro, mas é central na fé cristã. Acolher a Mãe de Deus é responder à pergunta que Jesus faz aos seus discípulos: “Mas vós quem dizeis que eu sou?” (Mc 8,29; Mt 16,15; Lc 9,20)

Esta é a grande herança mariológica que temos para descobrir, pois se sabemos de onde viemos, saberemos para onde iremos, sempre com Maria.

Eduardo Lopes Caridade

Referências: locus Mariológicos
Foto: WEYDEN, Rogier van der
Lamentação (1441)
Museu Real de Belas Artes, Bruxelas