A carruagem

Nestes tempos, a Internet explodiu como o principal agente de comunicação. A palavra “Zoom”, se transformou em palavra mágica do momento. Saímos do salão paroquial, das reuniões em grupo, para o “Zoom”. Pelo menos isso é verdade para aqueles que têm internet e podem se conectar, porque na realidade uma nova lacuna também foi aberta: entre aqueles que “têm internet” e aqueles que não têm. Este artigo, é um resumo do texto Andrés Boone, consagrado da Congregação Salesianos de Dom Bosco, de Montevidéu-UR.

Um desafio aos catequistas, nestes tempos de distanciamento social. Um novo cenário que não tínhamos imaginado, nos traz a questão: Como podemos, como catequistas, fazer ressoar a voz de Deus neste tempo de pandemia? O autor, nos propõe uma reflexão, na história do encontro entre Filipe e o eunuco, em At 8,26-40.

Embora conectados por meios tecnológicos e plataformas diferentes, há necessidade de caminhar juntos (respeitando o distanciamento social). Um convite foi feito a Filipe antes de seu encontro com o eunuco: “aproxima-te e caminha junto à carruagem” (At 8,29). O aproximar-se do outro, caminhar ao lado de outra carruagem, respeitando o ritmo do outro, sem querer ficar para trás ou à frente. Filipe, faz o esforço de escutar o outro. Precisamos ter atitude de escuta. É mais do que escutar, é experimentar, de certa forma, os sentimentos e percepções do outro em nossa própria carne. E quando isso acontece…

Filipe é convidado a subir na carruagem (At 8,31b). Eles compartilham o mesmo espaço vital, viajam no mesmo ritmo. Para isso, há dois momentos anteriores: subir e se sentar junto ao outro. Este é o início de um acompanhamento no processo de crescimento na . Mas, como catequistas, sabemos como acompanhar nosso interlocutor nesta jornada de fé?

Tudo aconteceu para que paremos a carruagem e desçamos (At 8,38a) Na história, a parada é o momento em que o eunuco pede o batismo. E então “quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe” (At 8,39). O acompanhamento deve levar a este momento: o encontro (renovado) com a comunidade. “Filipe foi arrebatado”, ou seja, desapareceu para que o outro continue a crescer na fé. O eunuco não é mais mencionado no texto, para lembrar aquelas pessoas desconhecidas que participam da catequese, ficam felizes por nos terem conhecido, depois se afastam e não as vemos mais.

Este é apenas um dos textos do livro: “Depois da pandemia, que Catequese?” Que aqui, está resumido. Para acesso ao texto completo, bem como outros textos, a PUC-RIO, através do endereço abaixo está partilhando de forma livre, o livro, que pode ser útil a quem trabalha com Catequese.