Aparecer

Jo 20,1-2.11-18

No Evangelho de hoje, contemplamos a aparição de Jesus a Apóstola Maria Madalena, discípula fiel, amiga e missionária, que depois irá dizer aos Apóstolos: *Eu vi o Senhor, e contou o que Jesus lhe tinha dito*. Será que, neste mundo de Deus, do jeito que está, conseguimos ser também, testemunhas do ressuscitado? – Sejamos tocados pela alegria, convictos na fé de que Jesus foi ressuscitado pela força do amor de Deus.

Maria Madalena é uma das que assistiam o Senhor nas Suas viagens (Lc 8,1-3); junto com a Virgem Maria seguiu-O corajosamente até a Cruz (Jo 19,25), e viu onde tinham depositado o Seu Corpo (Lc 23,55). Agora, uma vez passado o repouso obrigatório do sábado, vai visitar o túmulo. Notemos o pormenor evangélico: de manhãzinha, ainda estava escuro: o amor e a veneração fazem-na ir sem demora junto ao Corpo do Senhor.

São comovedores o carinho e a delicadeza desta mulher pela sorte do Corpo de Jesus. Leal na Paixão, continua a demonstrar um amor inflamado, ela que esteve possessa por sete demônios (Lc 8,2). O Senhor tinha-a livrado do Maligno e aquela graça frutificou em correspondência humilde e generosa.

Depois de consolar a Madalena, Jesus dá-lhe uma mensagem para os Apóstolos, a quem chama com o apelativo entranhável de irmãos. Tal mensagem supõe um Pai comum, ainda que seja de modo essencialmente diferente: Vou subir para Meu Pai – por natureza – e vosso Pai. É grande a misericórdia e a compaixão de Jesus que, como Bom Pastor, cuida de recolher os discípulos que O tinham abandonado na Paixão e que estavam escondidos por medo aos judeus (Jo 20,19).

O exemplo de Maria Madalena, que persevera na fidelidade ao Senhor em momentos difíceis, ensina-nos que quem busca com sinceridade e constância a Jesus Cristo acaba por O encontrar. O gesto familiar de Jesus que chama de irmãos aos Seus discípulos, apesar de O terem abandonado, deve encher-nos de esperança no meio de nossas infidelidades.