Nascer

Jo 12,24-26

No Evangelho de hoje, escutamos Jesus dizer: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, ficará só. Mas, se morrer, dará muito fruto. É preciso interpretar os sinais na dinâmica da vida diante de nós e ter a coragem do desapego, para nascer com atitudes de serviço e escolhas, que nos afastem do comodismo. Às vezes é preciso perder para vencer. Peçamos a graça de ser um grão, para desaparecer e depois frutificar com frutos de ternura e compaixão.

Estamos diante do paradoxo entra a humilhação de Cristo e a Sua exaltação. São Paulo irá nos dizer em Fl 2,8-9: “8Por seu aspecto, reconhecido como homem, humilhou-se, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso Deus o elevou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome, que constitui uma lição e estímulo para o cristão, que há de ver em todo sofrimento e contrariedade uma participação na Cruz de Cristo que nos redime e nos exalta”.

Para sermos sobrenaturalmente eficazes, devemos morrer para nós mesmos, esquecendo-nos de nossas comodidades e dos nossos egoísmos.

Se alguém me serve, siga-me! E onde estou eu, lá estará meu servidor. Se alguém me serve, meu Pai o honrará” (V.26). Jesus Cristo quer que cada um de nós o sirva. Ele que é tudo, que tem tudo e não necessita de nada, nem de ninguém, quer o nosso serviço, para que a Sua doutrina chegue a todos.

Devemos fazer um esforço para nos identificarmos com Cristo, seguindo os quatros degraus proposto por São Josemaría Escrivá de Balaguer: Procurá-lo; encontrá-lo; conhecê-lo e amá-lo.