Coerente

Mt 23,27-32

No Evangelho de hoje, Jesus nos fala dos pecados dos escribas e fariseus, que … por fora parecem justos diante dos outros…, mas trazem falsidades no coração. O Evangelho nos ensina a ser pessoas transparentes e de valor. Em nossas relações agimos com justiça? – Precisamos de lucidez, de silenciar o coração, para com novo olhar, evitarmos uma vida de aparências. Busquemos: “ser orante, caminhante, perseverante na fé. Paciente e coerente com os planos de Deus” (Grupo OPA).

Era costume entre os Judeus pintar com cal os sepulcros todos os anos, um pouco antes da festa da Páscoa. Assim se podiam ver bem e evitar ser esbarrados por eles, o que era causa de impureza durante sete dias, cf. Nm 19,16: “Todo aquele que em campo aberto tiver tocado em alguém que morreu pela espada ou de morte natural, ou em ossos humanos, ou num sepulcro, será impuro por sete dias”. 

A plena luz do sol os sepulcros apareciam brancos e radiantes, enquanto no seu interior se ocultava a podridão.

O Senhor faz-lhes ver que são da mesma ralé que os seus antepassados, não porque construam mausoléus aos profetas e justos, mas porque continuam a imitar a maldade daqueles que os mataram. Aí está a sua hipocrisia, que os levará a ser piores que seus pais. Com ironia cheia de dor, Jesus Cristo diz-lhes que acabem de encher a medida de seus antepassados.

Sem dúvida, refere-se à Sua Paixão e Morte: se os antigos mataram os profetas, os contemporâneos do Senhor, fazendo-o padecer e morrer, acabarão de encher a medida dessa crueldade.