Mais do que nunca, precisamos uns dos outros. ...

  Inácio continuou no caminho de Monserrate, pensando, nas façanhas a fazer quando lá chegasse, por amor a Deus. Mas, em sua mente, retornava as lembranças dos livros de cavalaria. Então, toma uma decisão, determinou-se a velar as armas toda uma noite, sem sentar-se nem encostar-se, ora de pé, ora de joelhos, diante do altar de Nossa Senhora de Monserrate, ...

No caminho entre Navarrete e Montserrat, acontece um fato, que será bom narrar, para que se entenda como Nosso Senhor tratava essa alma, ainda cega, embora com grandes desejos de serví-lo em tudo, conforme a sua vontade. Desejava fazer grandes penitências, pois já não tinha satisfação de seus pecados e sim pelas coisas de Deus. Sempre se inspirava nos Santos, ...

 Inácio, pega a estrada, montado em uma mula, acompanhado de um de seus irmãos[1], que quis ir com ele até Onhate. No caminho Inácio convenceu o irmão a celebrar uma vigília[2] em Nossa Senhora de Arazanzu[3]. Sua oração aquela noite foi para alcançar novas forças para o caminho. Deixou o irmão em Onhate, em casa de uma irmã que ia ...

Apesar disso, resolveu martirizar-se por sua própria vontade, ainda que seu irmão mais velho[1] se espantasse e afirmava que tal dor ele não suportaria. Mas, Inácio a sofreu com a costumeira paciência.  Cortada a carne e o osso que ali sobrava, usaram-se os remédios para que a perna não ficasse tão curta, aplicando-lhe muitos ungüentos e estendendo-a continuamente com instrumentos, ...

  Caindo a fortaleza de Pamplona, os espanhóis se rendem aos franceses. Inácio estava ferido, mas os franceses cuidam muito bem dele, com cortesia e amizade. Depois de doze dias aproximadamente, em Pamplona, levaram Inácio em uma liteira para sua terra, a cidade de Loyola[1]. Lá, se acha muito mal[2]. Chamaram os médicos e cirurgiões, que diziam, que os ossos, ...