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Mt 12,38-42

No Evangelho de hoje, escribas e fariseus, querem ver um sinal realizado por Jesus, mas a estes será manifestado apenas o sinal de Jonas. Vivemos em um mundo sedento, de paz e unidade, amor, fraternidade, mas ninguém quer enxergar os sinais de Deus no dia a dia, que são a prática do bem, a solidariedade e o amor misericordioso. Que possamos enxergar estes sinais, para em tudo amar e servir.

Escribas e fariseus, pediam um sinal, um milagre ou uma ação prodigiosa: queriam que Jesus confirmasse com espetáculo o que pregava na simplicidade. Mas, Jesus, respondeu, anunciando a Sua Morte e Ressurreição, servindo-se da figura de Jonas. Pois, a Ressurreição gloriosa é o sinal por excelência, a prova decisiva do caráter divino da Sua Pessoa, Sua missão e Sua doutrina.

Em outro momento falará Paulo ao Coríntios – 1Cor 15,3-4: 3O que vos transmiti foi, em primeiro lugar, o que eu recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, cumprindo as Escrituras, 4que foi sepultado e que ressuscitou ao terceiro dia, cumprindo as Escrituras; conforme nos confirma o Credo, que recitamos na Santa Missa. Do mesmo modo Lucas, repetirá este sinal aos apóstolos, em Lc 24,45-46: 45Abriu-lhes então a inteligência, para compreenderem as Escrituras; 46e lhes disse: “Assim está escrito, que o Cristo devia sofrer e ao terceiro dia ressuscitar dos mortos.

Nínive, era uma cidade da mesopotâmia (Iraque), à qual foi enviado o profeta Jonas. Os ninivitas fizeram penitência, porque reconheceram o profeta e aceitaram a sua mensagem, cf. Jn 3,6-9: 6A notícia chegou ao rei de Nínive, e ele se levantou do trono, tirou o manto, cobriu-se de saco e sentou-se sobre a cinza. 7Mandou proclamar e publicar em Nínive: “Por decreto do rei e de seus nobres, homens e animais, grandes e pequenos, não provem nada; não tomem alimento nem bebam água. 8Homens e animais se cubram de saco e invoquem a Deus com todas as forças; cada um se converta de sua má conduta e da violência que está em suas mãos. 9Quem sabe? Talvez Deus volte atrás, arrependa-se e deixe de lado seu ardente furor, de modo que não morramos?” 

Jerusalém, não quer reconhecer Jesus, de quem Jonas era apenas uma figura. A rainha do Meio-dia é a rainha de Sabá (Sul da Arábia), que visitou Salomão (1Rs 10,1-10) e ficou maravilhada com a sabedoria que Deus tinha infundido no rei de Israel. Jesus está prefigurado também em Salomão, em quem a tradição de Israel via o homem sábio por excelência.

A censura de Jesus acentua-se com o exemplo de pagãos convertidos, e vislumbra-se na universalidade do cristianismo, que se implantará entre os gentios.