Frutificar

Mt 13,1-9

No Evangelho de hoje, contemplamos a parábola do semeador, onde somos chamados a frutificar, e como semeadores saímos a semear. No caminho descobrimos pedras e espinhos que impedem nosso crescimento. Então, que tipo de terra tem sido o nosso coração? Precisamos crescer, dar bons frutos de amor, justiça e paz, para melhor caminhar, seguir e chegar a terra boa, que é lugar de encontro e de agradecimento.

Por meio de parábolas, Jesus explica algumas características do Reino, que Ele já havia pronunciado: “Convertei-vos, pois está próximo o Reino dos Céus!” (Mt 3,2). A semente, pequena e humilde em sua origem; tem seu crescimento progressivo, assim é a nossa fé, que tem as suas dimensões universais, pela graça que recebemos e chegamos a salvação. Deus chama todos a salvação, mas só alcançarão aqueles que estiverem dispostos e perseverarem. O valor extraordinário dos bens espirituais que o Reino traz, em troca dos quais devemos entregar do quanto possuímos, se dá no terreno da vida onde há mistura de bons e maus até o tempo da colheita ou juízo divino, mostrando a íntima conexão entre os aspectos terrestre e celeste, até a sua consumação no fim dos tempos.

Nos lábios de Jesus, as parábolas adquirem uma força singular. Com este modo de falar Jesus atrai a atenção dos Seus ouvintes, os cultos e os incultos, e, através das coisas mais elementares da vida quotidiana, dá-lhes luz acerca das realidades sobrenaturais mais profundas.

A realidade do Reino que Jesus ia instaurar encontrou de fato uma repulsa no judaísmo do Seu tempo, talvez pela concepção demasiado nacionalista e humana com que esperavam o Messias.

Assim as parábolas – em geral qualquer comparação ou analogia – são empregadas para dar a conhecer ou explicar algo que é difícil de compreender, como são as realidades sobrenaturais que Jesus Cristo revela. As Palavras de Jesus revelam com toda a força a responsabilidade que tem o ser humano de se dispor bem para aceitar a graça de Deus e corresponder a ela.